Estudo revela 306 mil idosos brasileiros com Transtorno do Espectro Autista

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Um estudo recente realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) identificou que aproximadamente 306.836 idosos brasileiros, ou 0,86% da população acima de 60 anos, apresentam algum grau de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa, que se baseou no Censo Demográfico de 2022, constatou que a prevalência é maior entre os homens, com uma taxa de 0,94%, em comparação com 0,81% entre as mulheres.

A pesquisa ressalta a escassez de literatura científica sobre o TEA em idosos, embora a prevalência da condição tenha aumentado nos últimos anos. Especialistas afirmam que o reconhecimento tardio do TEA em adultos mais velhos é uma barreira significativa, pois muitos sintomas podem ser confundidos com outros transtornos, como depressão e demência. Além disso, a falta de profissionais capacitados dificulta a identificação e o tratamento adequado dessa população.

Com o aumento da expectativa de vida, a demanda por estratégias de saúde que considerem as necessidades específicas dos idosos com TEA torna-se cada vez mais urgente. As dificuldades na comunicação e a sobrecarga sensorial podem prejudicar ainda mais o acesso a serviços de saúde. Assim, o estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas que promovam a identificação precoce e o suporte apropriado para essa população vulnerável.

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