No último sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu governo assumirá a administração da Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças militares americanas. Com isso, Trump afirmou que a vice-presidente Delcy Rodríguez estaria colaborando com Washington, porém, a líder venezuelana rejeitou a intervenção, pedindo a libertação imediata de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A operação militar gerou um clima de incerteza política em Caracas, onde Rodríguez, acompanhada de figuras chave do regime chavista, criticou a ação dos EUA como um ato de sequestro ilegal. Em meio a essa turbulência, a oposição também expressou desconforto, com líderes questionando o apoio de Trump à vice-presidente, dificultando uma possível transição democrática no país. Apesar da captura de Maduro, analistas destacam que as estruturas de poder permanecem firmes nas mãos das Forças Armadas.
A situação na Venezuela levanta preocupações sobre a possibilidade de um prolongado impasse político e a divisão entre militares e a elite chavista, o que poderia resultar em um conflito interno. Além disso, a intervenção americana pode exacerbar a crise humanitária já existente, com milhões de venezuelanos buscando refúgio em outros países. Observadores alertam que a estabilidade política e a reconstrução do setor energético exigiriam tempo e negociações complexas com diversos atores locais e internacionais.

