A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, atacou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, chamando-o de cínico devido a suas recentes declarações sobre o papel do Brasil na crise venezuelana. Tarcísio, em entrevista, sugeriu que o Brasil deveria ter liderado uma transição democrática na Venezuela, o que provocou reações negativas em setores do governo, especialmente entre os apoiadores de Lula.
Hoffmann destacou a incoerência nas falas de Tarcísio, mencionando sua relação com o ex-presidente Donald Trump e suas políticas que, segundo ela, prejudicaram o Brasil. A ministra criticou a postura do governador ao responsabilizar Lula pela invasão dos EUA na Venezuela, um posicionamento que acirrou as tensões políticas entre os dois. A crítica se dá em um contexto onde o Brasil busca afirmar sua influência na América Latina, especialmente em relação a crises políticas e sociais em países vizinhos.
As declarações de Tarcísio e a resposta de Gleisi levantam questões sobre a direção da política externa brasileira sob a atual administração. A possibilidade de rompimento entre o Partido Progressista (PP) e Tarcísio, além de uma candidatura própria em São Paulo, sugere que as divergências podem impactar as alianças políticas estaduais e nacionais. O desenvolvimento dessa situação será crucial para a formação de estratégias futuras na política brasileira, especialmente no que diz respeito à sua postura em relação à Venezuela e à região.

