A abertura dos mercados na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, será fortemente influenciada pela ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Especialistas em investimentos alertam que esse evento gera um prêmio de risco momentâneo, especialmente para a estatal venezuelana PDVSA, e pode acentuar a volatilidade dos preços do petróleo no início da sessão de negociações.
O contexto geopolítico atual é complexo, com a Opep+ decidindo manter os cortes de produção até o primeiro trimestre de 2026, o que pode criar um piso para os preços do petróleo a curto prazo. Contudo, a promessa do presidente dos EUA de revitalizar a indústria venezuelana pode reconfigurar o equilíbrio do mercado global. Além disso, a pressão da China por um retorno à normalidade na Venezuela complicará ainda mais as relações entre as superpotências, aumentando a tensão na região.
As implicações dessa crise vão além do campo econômico, afetando a percepção de risco na América Latina e potencialmente desestabilizando o real e outras divisas emergentes. A situação sugere que a Venezuela não é mais apenas uma questão regional, mas se tornou um ponto focal de rivalidade entre os Estados Unidos e a China. Esse novo cenário pode resultar em retaliações de ambos os lados, com impactos significativos nos mercados internacionais e na política global.

