No último domingo, 4 de janeiro de 2026, o Itamaraty manifestou sua preocupação com a captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, durante uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reforçou o posicionamento do presidente Lula, que qualificou a possível prisão como uma grave afronta à soberania venezuelana e um precedente perigoso para a comunidade internacional.
A reunião, que ocorreu em um momento crítico devido ao ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, buscou unir os países da CELAC em torno de um posicionamento comum. Mauro Vieira destacou que as ações americanas violam princípios fundamentais do direito internacional, como a soberania e a integridade territorial. Este discurso alinhou-se a uma nota conjunta emitida anteriormente pelo Brasil e outros países da região, condenando as medidas dos EUA.
As implicações dessa reunião são significativas, uma vez que visam preparar o terreno para um encontro de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que discutirá a situação na Venezuela. O presidente Lula enfatizou que a comunidade internacional deve reagir vigorosamente a tais ações, promovendo o diálogo e a cooperação. A situação evidencia a crescente tensão nas relações internacionais e o papel do Brasil como mediador regional na busca por soluções pacíficas.

