Neste domingo, 4, a União Europeia emitiu uma declaração sobre a prisão de Nicolás Maduro, ocorrida em Caracas, afirmando que ele não possui a legitimidade de um líder democraticamente eleito. Kaja Kallas, chefe da diplomacia do bloco, ressaltou que, apesar disso, a vontade do povo venezuelano deve ser respeitada e que o direito dos cidadãos de decidir seu futuro deve ser considerado. A declaração foi apoiada por 26 dos 27 países-membros da UE, com a Hungria sendo a única exceção.
A prisão de Maduro, sob acusação de diversos crimes, ocorreu em meio a tensões políticas e diplomáticas envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela. O comunicado da UE enfatizou a necessidade de calma e moderação entre os envolvidos para evitar uma escalada da crise. Além disso, a União Europeia reiterou seu apoio a uma transição pacífica para a democracia, destacando que os venezuelanos devem liderar esse processo.
Kallas também destacou a importância da libertação de presos políticos na Venezuela como um passo crucial para a resolução pacífica da crise. O bloco europeu reiterou seu compromisso com os direitos humanos e a integridade territorial, afirmando que a cooperação internacional deve ser mantida. Por fim, a UE pediu que todos os atores respeitem os direitos humanos, enfatizando a relevância do diálogo para uma solução duradoura na Venezuela.

