Queda de Maduro provoca reconfiguração no chavismo venezuelano

Bianca Almeida
Tempo: 1 min.

A captura de Nicolás Maduro, ocorrida no dia 3 de janeiro, representa um marco decisivo para o chavismo, que se mantém no poder na Venezuela há 27 anos. A prisão de Maduro, que governou com firmeza desde 2013, abala as estruturas do que é conhecido como o ‘clube dos cinco’, composto por figuras-chave do governo, incluindo a atual presidente interina, Delcy Rodríguez, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello.

A ausência de Maduro gera um vácuo de poder e levanta questionamentos sobre a continuidade do regime. Delcy Rodríguez e seu irmão, Jorge, que ocupam posições influentes, estão agora em um papel de destaque, enquanto a lealdade das Forças Armadas, sob a liderança do general Vladimir Padrino, se torna crucial. Cabello, uma figura temida e de postura radical, também pode buscar um aumento de poder, criando uma dinâmica de tensão entre as diferentes facções do chavismo.

O futuro do governo venezuelano permanece incerto, com possíveis disputas internas e a pressão externa ainda presente. Especialistas apontam que, apesar das dificuldades, a prioridade do governo será a sobrevivência de seu regime. A situação exige atenção contínua, pois pode desencadear novas mudanças políticas e sociais no país.

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