O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, desconsiderou a condenação feita pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em relação ao ataque militar americano que levou à prisão de Nicolás Maduro e sua esposa, no dia 3 de janeiro de 2026. Em coletiva, Rubio enfatizou que a retórica não é suficiente e que os EUA buscam ver ações concretas da nova liderança venezuelana, que foi alçada ao poder após a detenção de Maduro.
Rubio, em entrevista à ABC News, afirmou que as declarações de Rodríguez não influenciam a postura americana. Ele destacou que a avaliação dos Estados Unidos sobre a Venezuela irá se basear em ações efetivas, como a redução do tráfico de drogas e a presença de influências estrangeiras, como a do Irã, no país. Caso essas questões não sejam abordadas, o secretário afirmou que as opções de pressão, incluindo sanções e quarentenas, continuarão em vigor.
A resposta de Rubio ocorre em um contexto de crescente tensão entre os EUA e a Venezuela, com a condenação de Rodríguez sendo acompanhada por outros líderes venezuelanos que também se opõem ao ataque. O ministro da Defesa, por exemplo, denunciou a operação americana como uma violação da soberania nacional, exigindo a libertação imediata de Maduro. A situação permanece volátil, com implicações significativas para a política regional e as relações internacionais.

