França rejeita método de captura de Maduro utilizado pelos EUA

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou em reunião com seus ministros, no dia 5 de janeiro, que o país “não apoia nem aprova” a abordagem dos Estados Unidos para a captura de Nicolás Maduro. Essa declaração surge após críticas à reação inicial de Macron, que havia mencionado que o fim da “ditadura de Maduro” era algo que o “povo venezuelano” poderia celebrar e pediu por uma “transição pacífica” na Venezuela.

Reiterando sua posição, Macron caracterizou Maduro como “um ditador” e defendeu que a transição política deve ser liderada pelo vencedor das eleições presidenciais de 2024, que Paris reconhece como o líder da oposição, Edmundo González Urrutia. A porta-voz do governo, Maud Bregeon, destacou que a França apoia a soberania popular, que se manifestou nas eleições, e que o respeito ao direito internacional é fundamental nas relações com a Venezuela.

As declarações de Macron ocorrem em um contexto de crescente tensão entre a França e os Estados Unidos, especialmente após a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que enfrentam acusações de tráfico de drogas e terrorismo. Além disso, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou disposição para trabalhar com a administração de Trump, buscando um equilíbrio nas relações bilaterais. O desdobramento da situação política na Venezuela continua a ser monitorado, à medida que novas reações internacionais se desenrolam.

Compartilhe esta notícia