No dia 4 de janeiro de 2026, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) concluiu uma reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores sem emitir um comunicado oficial acerca da situação na Venezuela. O encontro, realizado de forma virtual, contou com a presença de representantes de diversas economias da América do Sul e Central, mas não se sabe quantos países participaram ao todo.
Durante a reunião, cada país expressou suas opiniões individualmente, mas a falta de um consenso sobre a crise venezuelana resultou na ausência de uma declaração conjunta. O Brasil, por exemplo, reiterou sua posição, com o presidente Lula condenando os bombardeios no território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro como ações que ultrapassam limites aceitáveis. A ausência do ministro das Relações Exteriores da Argentina também foi notada, embora um funcionário do corpo diplomático argentino tenha participado.
O desenrolar dessa situação evidencia as tensões e divisões que persistem entre os países da região em relação à crise na Venezuela. O fato de não haver um posicionamento unificado na Celac pode dificultar esforços coletivos para abordar a deterioração política e humanitária na Venezuela. As implicações desse encontro podem afetar tanto as relações diplomáticas entre os países da América Latina quanto a percepção externa sobre a capacidade da Celac de lidar com crises regionais.

