A prisão de Nicolás Maduro, ocorrida há três dias, não provocou grandes oscilações nos mercados asiáticos, que reabriram com estabilidade. O preço do petróleo registrou uma leve alta, refletindo a percepção de que a produção venezuelana, atualmente em cerca de 700 mil barris por dia, tem um impacto limitado na oferta global, correspondendo a apenas 1% da produção mundial. Essa situação contrasta com a do Brasil, que produz aproximadamente 5 milhões de barris diariamente.
Durante uma entrevista, o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que o foco principal de sua administração em relação à Venezuela é o petróleo, apesar de mencionar a questão do narcotráfico. Trump revelou que o tráfico marítimo de drogas diminuiu significativamente após ações no Caribe e indicou que a estratégia americana pode se expandir para operações em solo. No contexto político da Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez expressou a expectativa de cooperação entre os dois países, embora o clima continue tenso.
A retórica de líderes latino-americanos, incluindo Trump, levanta preocupações sobre a possível intensificação da intervenção americana na região. Embora alguns celebrem a prisão de Maduro, a cautela predomina entre os governantes, que se questionam sobre o futuro das relações internacionais na América Latina. A inquietação é evidente; a pergunta que circula entre investidores e líderes é se haverá novas prisões e quem poderá ser o próximo alvo das ações americanas.

