Os títulos emitidos pelo governo da Venezuela e pela empresa estatal de petróleo PDVSA dispararam nesta segunda-feira, após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos durante uma operação militar em Caracas, realizada no sábado. A alta chegou a até 8 centavos de dólar, representando um aumento de cerca de 20%, refletindo a expectativa do mercado sobre uma possível reestruturação da dívida soberana em um cenário complexo e inédito.
A captura de Maduro alimentou especulações sobre o futuro econômico da Venezuela, que enfrenta uma dívida externa estimada entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. Com a detenção, analistas do JPMorgan preveem que os títulos poderão continuar a subir, com um potencial ganho de até 10 pontos nos próximos dias. Esse movimento ocorre em um contexto em que os títulos soberanos do país já haviam quase dobrado de preço no último ano, apesar de um histórico de default desde 2017.
Os desdobramentos da captura de Maduro podem impactar não apenas a economia venezuelana, mas também as relações diplomáticas na América Latina. A situação poderá abrir novas discussões sobre a dívida externa e a política econômica do país, além de afetar o mercado de petróleo, em que a PDVSA desempenha um papel crucial. Assim, o cenário permanece incerto enquanto o mundo observa atentamente os próximos passos do governo dos EUA e suas consequências para a Venezuela.

