No último sábado, a Venezuela viu a deposição do ditador Nicolás Maduro, um evento que abalou profundamente a estrutura política do país. A operação, realizada pelos Estados Unidos, não apenas capturou Maduro, mas também resultou em uma reconfiguração do poder local, com novas figuras emergindo em meio ao caos. A situação se torna ainda mais complexa com a afirmação do presidente Donald Trump de que os EUA pretendem ‘governar’ a nação sul-americana.
Entre os novos líderes destacados estão Delcy Rodríguez, que assumirá a presidência interina, e Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, ambos com laços estreitos com o regime anterior. Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, e Diosdado Cabello, ministro do Interior, também desempenham papéis cruciais, especialmente em relação ao apoio militar ao novo governo. A influência dos EUA, visível através de figuras como Marco Rubio, se intensifica, prometendo moldar o destino da Venezuela de acordo com interesses americanos.
Por outro lado, a líder da oposição, María Corina Machado, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz, se vê em uma posição delicada e incerta. Embora sua fuga da Venezuela tenha chamado atenção internacional, seu futuro político permanece nebuloso, à medida que o governo dos EUA decide a direção a ser seguida. A transição de poder na Venezuela, marcada por tensões e incertezas, poderá ter repercussões significativas tanto para a política interna da nação quanto para as relações internacionais na região.

