Petroleiras americanas disparam após intervenção dos EUA na Venezuela

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

As ações das principais petroleiras americanas, como Chevron e Exxon Mobil, registraram um aumento expressivo no pré-mercado nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, após a intervenção militar dos Estados Unidos que culminou na remoção de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela. O presidente Donald Trump, em coletiva de imprensa, enfatizou que as empresas americanas devem explorar as ricas reservas de petróleo venezuelanas, avaliadas em 18,4 trilhões de dólares, enquanto a palavra ‘democracia’ não foi mencionada em seu discurso.

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela é amplamente interpretado como uma manobra para garantir o acesso ao petróleo do país. As ações da Chevron aumentaram 7,33%, enquanto as da Exxon Mobil subiram 4,68%, refletindo a confiança do mercado na nova dinâmica de exploração petrolífera. Delcy Rodríguez, agora à frente do governo venezuelano, manifestou interesse em estabelecer uma relação de cooperação com os EUA, sugerindo que a nova administração pode favorecer os interesses americanos.

A intervenção americana na Venezuela pode reconfigurar não apenas o setor de petróleo, mas também o equilíbrio geopolítico na América Latina. A colaboração entre os EUA e a nova liderança venezuelana pode abrir portas para investimentos significativos em infraestrutura, que estavam em deterioração, e trazer mudanças na política interna do país. O futuro do relacionamento entre as duas nações parece promissor, mas também gera preocupações sobre a soberania e os direitos democráticos na Venezuela.

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