O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, negociou um exílio em Belarus antes de sua captura pelas autoridades dos Estados Unidos, ocorrida em 5 de janeiro de 2026. As tratativas, que iniciaram em novembro do ano anterior, foram impulsionadas pelo cerco diplomático e militar imposto por Washington sobre Caracas. O embaixador venezuelano na Rússia, general Jesús Salazar Velásquez, foi designado para sondar as condições oferecidas pelo governo belarusso.
Durante o processo, Maduro buscou apoio de aliados internacionais, considerando inicialmente Moscou como uma opção de refúgio. Contudo, a proposta foi descartada pelo presidente russo, Vladimir Putin, que temia comprometer negociações delicadas com os Estados Unidos. Assim, Belarus se tornou a alternativa viável, com o presidente Aleksandr Lukachenko sinalizando disposição para receber o líder venezuelano.
A revelação das negociações ressalta a complexidade das relações geopolíticas na região e as implicações da captura de Maduro para a Venezuela. A continuação do cerco americano e as reações de aliados e opositores podem influenciar significativamente o futuro político do país. O desdobramento da situação poderá desencadear novas dinâmicas na política internacional e na segurança regional.

