Em um despacho assinado no dia 5 de janeiro de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção urgente no Banco Central do Brasil. O objetivo é investigar documentos relativos à liquidação extrajudicial do Banco Master, que ocorreu em novembro de 2025. O TCU enfatizou que a averiguação deve ser feita em um ambiente seguro e sob sigilo legal, abrangendo o período de 2019 a 2025.
A inspeção terá como foco a análise da motivação, coerência e proporcionalidade das decisões tomadas pelo Banco Central, além da consideração de alternativas menos gravosas. O TCU também pretende verificar registros de reuniões entre o então proprietário do Banco Master e representantes do regulador, buscando entender a governança decisória interna da instituição. Essa inspeção é considerada sem precedentes e visa reconstruir a documentação das tratativas envolvendo soluções de mercado e a atuação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
As implicações dessa ação são significativas, uma vez que a transparência nas decisões do Banco Central pode impactar a confiança no sistema financeiro. A medida pode levar a uma revisão das políticas adotadas no processo de liquidação do Banco Master, potencialmente influenciando a supervisão de instituições financeiras no Brasil. O resultado da inspeção poderá trazer à tona informações que afetarão não apenas o Banco Central, mas também o próprio mercado financeiro nacional.

