Europa mantém silêncio sobre Venezuela para evitar conflitos com Trump

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

As autoridades europeias decidiram manter um perfil discreto sobre a recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, visando evitar atritos em questões sensíveis, como as negociações sobre a Ucrânia e a Groenlândia. Após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas, líderes da Europa passaram a ser cautelosos em suas declarações, optando por uma abordagem moderada diante da situação.

Apesar de algumas críticas, como a da Espanha, que se uniu a países sul-americanos para condenar tentativas de controle sobre a Venezuela, a maioria dos líderes enfatizou a importância de respeitar o direito internacional. O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, e o líder britânico, Keir Starmer, ressaltaram a complexidade jurídica da operação, enquanto a porta-voz da União Europeia, Paula Pinho, afirmou que os novos desenvolvimentos poderiam abrir espaço para uma transição democrática no país.

A postura cautelosa da Europa reflete a necessidade de manter boas relações com os Estados Unidos, especialmente em meio a negociações tensas sobre a Ucrânia. Diplomatas europeus reconhecem sua limitada influência sobre os planos de Washington na América Latina e temem que a atenção de Trump se desvie para a Groenlândia, outro ponto sensível. Essa dinâmica poderá impactar a posição da Europa em relação a outras crises internacionais, como as que envolvem Taiwan e a Moldávia.

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