O embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, afirmou em reunião de emergência na ONU, nesta segunda-feira (5), que os EUA ‘não estão ocupando a Venezuela’. A declaração ocorreu após a operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, que enfrenta acusações de narcotráfico. Waltz defendeu a ação como legítima, citando a necessidade de combater o narcotráfico e a desestabilização na região.
Durante a sessão, o representante da Venezuela, Samuel Moncada, criticou a operação americana, chamando-a de ‘flagrante violação’ das normas internacionais. Ele exigiu o respeito à imunidade de Maduro, que, segundo ele, é um presidente legitimamente eleito. O embaixador russo na ONU também se manifestou contra a ação, alegando que ela representa uma grave violação do direito internacional e exigindo a libertação de Maduro.
As declarações de Waltz foram rejeitadas por diversos países, incluindo aliados da Venezuela, que destacaram a falta de apoio internacional à operação dos EUA. O secretário-geral da ONU, António Guterres, frisou que a Carta da ONU proíbe o uso da força contra a integridade territorial de qualquer Estado. A situação na Venezuela continua tensa, com potenciais implicações para a segurança regional e a política internacional.

