Em coletiva de imprensa realizada no dia 5 de janeiro de 2026, Ian Bremmer, presidente da Eurasia Group, afirmou que o Brasil está em uma posição mais forte em suas relações com os Estados Unidos. Segundo ele, a atual agenda entre os dois países gira em torno do comércio, afastando a possibilidade de questões de segurança nacional. Bremmer também destacou que, embora o presidente Donald Trump tenha imposto tarifas ao Brasil em 2025, voltou atrás devido a pressões econômicas internas nos EUA.
Bremmer enfatizou que, na atual conjuntura, os Estados Unidos estão menos dispostos a utilizar tarifas como uma ferramenta de pressão, comparando com a postura adotada em anos anteriores. Ele mencionou que a Doutrina Monroe, que prioriza a América Latina nas políticas externas dos EUA, tem menor impacto sobre o Brasil atualmente. A análise sugere que o relacionamento comercial tende a se fortalecer, ao invés de ser prejudicado por tarifas ou conflitos de interesse.
As implicações dessa avaliação são significativas, pois indicam um potencial para maior cooperação econômica entre Brasil e EUA. O fortalecimento das relações comerciais pode resultar em benefícios mútuos, especialmente em um cenário onde a influência americana na região é reavaliada. Assim, o Brasil pode explorar novas oportunidades de crescimento econômico sem a pressão de tarifas e sanções.

