EUA negam ocupação da Venezuela em discurso na ONU sobre sequestro de Maduro

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Na última segunda-feira, os Estados Unidos esclareceram sua posição sobre a situação na Venezuela durante uma reunião no Conselho de Segurança da ONU. O embaixador estadunidense, Michael Waltz, negou que o país esteja em guerra ou ocupando a nação vizinha, defendendo a operação que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro como uma ação legal e não militar, realizada em conformidade com acusações de longa data.

Waltz enfatizou que a operação visou prender um narcotraficante, e que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, são considerados fugitivos da Justiça dos EUA. O embaixador também afirmou que mais de 50 países não reconhecem Maduro como um líder legítimo, questionando a legitimidade da ONU em tratar com ele como um chefe de Estado. Essa retórica se insere em um contexto de crescente tensão internacional e acusações de violação do Direito Internacional.

As afirmações de Waltz provocaram reações imediatas de outras nações, como China e Rússia, que exigem a libertação de Maduro. A situação destaca não apenas as divisões geopolíticas atuais, mas também levanta questões sobre a soberania da Venezuela e o papel dos EUA na América Latina. O futuro do governo venezuelano permanece incerto, com implicações significativas para a estabilidade regional.

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