O bitcoin registrou um aumento de 3,50% nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, alcançando o valor de US$ 94.336,32, impulsionado por especulações sobre a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. A potencial queda do regime de Nicolás Maduro levanta a possibilidade de que Washington assuma o controle das reservas de bitcoin do país, que são estimadas em mais de 600.000 unidades. Essa situação pode impactar a oferta da criptomoeda no mercado global.
A analista técnica Ana de Mattos, da Ripio, destacou que, se a alta continuar, o bitcoin pode buscar resistências em torno de US$ 94.500 e US$ 101.300. Além disso, Hina Sattar Joshi, da TP ICAP, alertou que, caso os ativos sejam congelados, isso resultaria em uma significativa retirada de bitcoin de circulação, criando um choque de oferta que poderia beneficiar a moeda no longo prazo. O mercado de criptomoedas também se beneficia de um apetite por risco, com o aumento das ações em diversos setores.
Embora as reservas exatas de bitcoin da Venezuela sejam desconhecidas, analistas apontam que elas estão avaliadas entre US$ 60 bilhões e US$ 67 bilhões. A empresa PwC anunciou a expansão de seus serviços de auditoria e consultoria em criptomoedas, atraída pela maior clareza regulatória nos EUA. Apesar do otimismo, os investidores devem manter a cautela, conforme advertido por analistas sobre a instabilidade do mercado de criptomoedas.

