Petróleo sobe com tensões geopolíticas na Venezuela e decisão da Opep+

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O petróleo registrou alta nesta segunda-feira, 5 de janeiro, impulsionado pela escalada de tensões geopolíticas na Venezuela, onde a ofensiva dos Estados Unidos resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. O petróleo WTI para fevereiro avançou 1,74%, encerrando a US$ 58,32 o barril, enquanto o Brent para março subiu 1,66%, alcançando US$ 61,76. Esses movimentos ocorrem em um contexto de apreensão no mercado, com investidores reagindo à decisão da Opep+ de manter a pausa nos aumentos de produção nos próximos meses.

Embora os contratos futuros tenham operado em baixa inicialmente, a incerteza geopolítica na Venezuela gerou um impulso significativo nas negociações ao longo do dia. A Capital Economics destacou que as implicações econômicas de curto prazo do conflito são mínimas, mas a instabilidade política na Venezuela poderá dificultar o aumento da produção de petróleo no país. Analistas do Citi Research apontam que um incremento significativo na produção venezuelana pode levar anos devido a limitações técnicas e a falta de um ambiente de investimento seguro.

A tensão também se estende além da Venezuela, com o presidente ucraniano sugerindo que os Estados Unidos adotem uma postura semelhante em relação à Rússia. Com conversas de paz entre Moscou e Kiev se aproximando, a situação geopolítica continua a influenciar os mercados de petróleo. O cenário permanece volátil, e os investidores devem monitorar os desdobramentos para avaliar o impacto sobre os preços da commodity no futuro.

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