O Banco Central do Brasil apresentou um recurso ao Tribunal de Contas da União (TCU) na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, contestando uma decisão que permitiu uma inspeção em suas dependências. O ministro Jhonatan de Jesus havia autorizado a diligência no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master, que ocorreu em novembro de 2025. O BC argumenta que tal decisão deveria ser tomada de forma colegiada, conforme prevê o regimento interno do TCU.
A inspeção busca esclarecer os procedimentos que levaram à liquidação do Banco Master, que estava sob investigação por fraudes financeiras. O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, motivou a inspeção com base em uma nota técnica do BC que, segundo ele, não apresentou evidências suficientes sobre a decisão de liquidação. O Banco Central solicita que a questão seja submetida à Primeira Câmara do TCU, que considera a entidade adequada para deliberar sobre o assunto.
As implicações desse recurso podem influenciar a supervisão e a regulação do setor bancário no Brasil, além de potencialmente afetar a reputação do Banco Central. A decisão do TCU também pode abrir caminho para futuras medidas cautelares, que já estavam sendo consideradas. O desfecho deste caso é esperado com atenção, dada a relevância das ações do Banco Central e a complexidade das investigações envolvendo o Banco Master.

