No dia 5 de janeiro de 2026, o Flamengo anunciou o encerramento definitivo das modalidades de canoagem e remo paralímpico. A decisão resultou na dispensa imediata de atletas renomados, incluindo Isaquias Queiroz, que conquistou cinco medalhas olímpicas e representava o clube há cerca de sete temporadas. Outros canoístas de elite também foram desligados, o que marca um momento significativo para o esporte no Brasil.
O fechamento das atividades paralímpicas extinguiu o único setor voltado para atletas com deficiência mantido pela instituição, afetando ainda mais a comunidade esportiva. A gestão do Flamengo, liderada por Luiz Eduardo Baptista, justificou a decisão com questões financeiras e logísticas, citando a distância geográfica dos atletas e déficits operacionais nas modalidades. Apesar de projetos aprovados na Lei de Incentivo ao Esporte, a situação financeira do clube se tornou inviável para manutenção das atividades.
A decisão gerou reações adversas no meio esportivo, com críticas sobre a justificativa do Flamengo. A esposa de Isaquias expressou seu lamento publicamente, enquanto o atleta prometeu se pronunciar sobre seu futuro em breve. Críticos destacaram que o custo mensal do remo paralímpico era relativamente baixo, levantando questionamentos sobre a real motivação para o corte em um clube de faturamento bilionário.

