Os fundos globais de mercados emergentes demonstraram uma forte preferência pelo Brasil, que se destacou em 2025 com uma entrada líquida de US$ 4,7 bilhões em fundos de ações, segundo levantamento do JPMorgan. O Brasil, classificado como ‘consensus overweight’, foi o único país da América Latina a apresentar esse status, ao lado da Coreia do Sul, enquanto outros mercados emergentes, como China e Índia, enfrentaram subalocação.
Esse movimento positivo no fluxo de investimento ajudou a impulsionar o desempenho do Ibovespa, que alcançou recordes. Apesar disso, a perspectiva para 2026 é menos otimista, com a inflação alta e uma expectativa de desaceleração do PIB, mantendo os investidores em alerta. O Goldman Sachs sugere que o Brasil tem espaço para cortes na taxa de juros, mas isso dependerá de fatores como desinflação e condições políticas.
A principal preocupação ainda reside nos desafios fiscais, com déficits elevados e dívida em alta. Esses fatores mantêm os prêmios de risco fiscal acima da média regional, mesmo com a atração de investimentos em ETFs. A situação fiscal do Brasil, juntamente com as condições econômicas globais, será crucial para determinar a continuidade da confiança dos investidores no próximo ano.

