C&A enfrenta queda de 15,71% após sinalização de vendas fracas

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

As ações da varejista C&A (CEAB3) apresentaram uma queda acentuada de 15,71% na última segunda-feira, fechando a R$ 10,46, o que representa a maior baixa do Ibovespa no pregão. Esse movimento ocorre após a empresa indicar para analistas que suas vendas nas mesmas lojas (SSS) praticamente zeraram no quarto trimestre de 2025, contrastando com as previsões de crescimento do mercado de 4 a 5%. Desde novembro de 2025, os papéis acumulam uma desvalorização de 44%, refletindo uma significativa mudança no desempenho da companhia.

Apesar da forte queda recente, os papéis da C&A ainda apresentaram um aumento de 77% ao longo de 2025, embora 2026 tenha começado com uma baixa acumulada de 16%. A empresa atribuiu a queda às antecipações de liquidações e a um fluxo fraco em shoppings, além de um ambiente competitivo mais desafiador. Essa situação impactou não apenas a C&A, mas também outras varejistas, como Lojas Renner e Vivara, que também registraram quedas nas ações.

Analistas destacam que, embora a queda das ações da C&A possa parecer exagerada, o fraco desempenho nas vendas reflete uma pressão persistente no varejo. O cenário econômico atual, marcado por altas taxas de juros e um consumo enfraquecido, pode resultar em margens de lucro ainda mais reduzidas. As expectativas para o setor permanecem misturadas, com um olhar atento à possibilidade de cortes nas taxas de juros, que poderiam trazer algum otimismo para os investidores.

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