Na primeira semana de fevereiro, a Câmara dos Deputados do Brasil, sob a liderança do presidente da Comissão de Relações Exteriores, Filipe Barros, convocará o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ex-chanceler Celso Amorim. O objetivo é esclarecer a postura do governo brasileiro em relação à Venezuela, especialmente após a recente operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Barros destacou a importância da presença de Vieira e Amorim, argumentando que este último é fundamental para a formulação da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado também planeja um requerimento para apoiar a prisão de Maduro e enviará correspondências à ONU e à OEA, solicitando respaldo à ação. Essas iniciativas refletem uma crescente preocupação no Congresso sobre o alinhamento do governo brasileiro com o regime venezuelano.
Além das convocações, Barros manifestou interesse em realizar uma missão à Operação Acolhida, que auxilia refugiados venezuelanos na fronteira com Roraima. Ele mencionou o aumento esperado no fluxo de migrantes e a necessidade de avaliar a situação humanitária. O contexto se agrava com as recentes declarações do Alto Comissariado da ONU, que criticou a intervenção americana e suas implicações para os direitos humanos na Venezuela.

