O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, optou por uma estratégia de cautela na ONU ao condenar a prisão de Nicolás Maduro sem mencionar Donald Trump ou o líder venezuelano. Na reunião do Conselho de Segurança, o embaixador Sérgio Danese criticou a ação dos Estados Unidos por violar o direito internacional, mas essa abordagem reflete uma escolha cuidadosa para evitar conflitos diplomáticos diretos.
De acordo com o economista Igor Lucena, essa postura é influenciada por interesses econômicos, já que o Brasil recentemente se beneficiou de uma redução de tarifas pelos Estados Unidos. Um confronto aberto poderia fazer com que esse benefício fosse revertido rapidamente. Além disso, qualquer apoio explícito a Maduro poderia resultar em custos políticos significativos, especialmente em um contexto pré-eleitoral no Brasil.
A ambiguidade na política externa do Brasil levanta preocupações sobre a credibilidade internacional do país. Embora essa estratégia possa evitar danos imediatos, analistas alertam que uma postura indecisa pode ser vista como sinal de fraqueza. Assim, o governo Lula se vê em uma posição delicada, buscando um equilíbrio entre as pressões externas e a opinião pública interna, mas correndo o risco de ser percebido como um ator sem um posicionamento claro na arena internacional.

