Nesta terça-feira (6), ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de duas pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde do país. O incidente ocorreu um dia antes de uma importante reunião do comitê que supervisiona o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, uma milícia que tem sido alvo dos bombardeios israelenses. Essa escalada de violência destaca a fragilidade da situação de segurança na região.
Apesar do cessar-fogo estabelecido em novembro de 2024, que visava acabar com mais de um ano de hostilidades, o Exército israelense continua a realizar operações no Líbano, atacando o Hezbollah e outras infraestruturas associadas ao Hamas. Nos últimos dias, os ataques se intensificaram, particularmente nas áreas sul e leste do Líbano, onde o Exército israelense afirma ter como alvo instalações militares. O presidente libanês, Joseph Aoun, expressou preocupação com os ataques contínuos, que segundo ele, visam frustrar esforços de pacificação em diversos níveis.
As ações recentes acontecem em um contexto de crescente tensão, com reuniões programadas entre autoridades libanesas e o subsecretário-geral da ONU para a manutenção da paz. O governo libanês se reunirá no final da semana para discutir o progresso do desarmamento do Hezbollah, com o objetivo de estender a autoridade do Exército libanês ao sul do rio Litani até o fim de 2025. A eficácia do Exército libanês, no entanto, tem sido questionada, especialmente em relação às alegações de rearmamento do Hezbollah.

