Mercado de GLP-1 no Brasil deve crescer com entrada de genéricos até 2030

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O mercado de medicamentos GLP-1, que ajuda na redução de açúcar no sangue e na perda de peso, está prestes a passar por uma transformação no Brasil. Com a expiração da patente da semaglutida em março, a introdução de versões genéricas deve expandir significativamente o setor, que já alcançou R$ 10 bilhões. Analistas preveem que o mercado global de GLP-1 poderá ultrapassar US$ 160 bilhões até 2030.

Essa mudança não beneficiará apenas as farmacêuticas, mas terá um efeito em cadeia em diversos setores. As estimativas indicam que a entrada dos genéricos pode alterar os hábitos alimentares de milhões de brasileiros, impactando a demanda por produtos alimentícios e bebidas. O relatório do Itaú BBA sugere que um aumento no número de usuários de GLP-1 poderá resultar em uma diminuição nos gastos com alimentos de alta caloria, além de um aumento no consumo de opções mais saudáveis.

Em um cenário otimista, o crescimento do mercado de GLP-1 posiciona o Brasil como um potencial líder na indústria farmacêutica. A alta prevalência de obesidade no país, aliada a fatores culturais favoráveis, sugere um aumento na aceitação e venda desses medicamentos. Entretanto, as incertezas ainda persistem, e o impacto final da introdução dos genéricos será observado ao longo dos próximos anos.

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