Petrobras registra vazamento em perfuração na Foz do Amazonas

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A Petrobras confirmou um vazamento de fluido durante a perfuração do poço FZA-M-59 na Bacia Marítima da Foz do Amazonas, ocorrido na madrugada de 4 de janeiro. O incidente, que foi detectado por um veículo operado remotamente, ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 2.700 metros e levou à suspensão das atividades na área. O documento interno da empresa classifica o evento como um risco potencial de danos ao meio ambiente e à saúde humana.

A perda de cerca de 15 mil metros cúbicos de fluido foi imediatamente contida, conforme a Petrobras, que afirmou que não houve feridos. A empresa também destacou que o fluido utilizado é biodegradável e atende aos limites de toxicidade permitidos, contradizendo informações que apontam para um risco ambiental. Organizações da sociedade civil, no entanto, estão questionando o licenciamento e a modelagem de impactos ambientais relacionados a operações na região, alegando que não consideraram adequadamente as comunidades locais.

O incidente na Foz do Amazonas ocorre em um contexto de controvérsias sobre a exploração de petróleo na região, que já enfrentou desafios legais e ambientais. A Petrobras, que recebeu autorização para perfurar poços exploratórios em 2025, enfrenta resistência de grupos que alertam para os riscos associados às suas atividades. A continuidade das operações dependerá da avaliação das consequências do vazamento e das medidas de segurança adotadas pela empresa, em meio a um cenário de crescente vigilância ambiental.

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