A disputa por royalties do petróleo no estado do Rio de Janeiro ganhou nova dimensão com a mudança de postura do prefeito Eduardo Paes, que agora apoia a redistribuição de recursos entre municípios da Região Metropolitana. Essa decisão ocorre em um contexto eleitoral, onde alianças políticas são cruciais, especialmente em relação aos prefeitos de São Gonçalo, Magé e Guapimirim, que pleiteiam uma fatia maior dos royalties. O caso está em análise no Supremo Tribunal Federal, após uma proposta apresentada em dezembro.
Os prefeitos de São Gonçalo, Magé e Guapimirim, aliados do governador Cláudio Castro, argumentam que a nova divisão é justa e necessária. No entanto, a posição de Paes gerou resistência, especialmente em Niterói, que pode perder até R$ 800 milhões em receitas anuais. A disputa começou em 2022, quando as três cidades conseguiram uma liminar que aumentou sua participação, mas a decisão foi contestada por Rio, Niterói e Maricá, levando o caso ao STF.
Com a adesão de Paes ao acordo, as implicações financeiras para os municípios afetados são significativas e geram tensões políticas. Niterói já argumentou que a divisão não deve ser decidida por consenso político, mas sim por critérios técnicos e legais. O STF ainda não se posicionou sobre a nova proposta, e a situação continua a evoluir à medida que as eleições se aproximam, colocando a questão na agenda política do estado.

