ONU denuncia apartheid de Israel contra palestinos na Cisjordânia

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Em um relatório publicado em 7 de janeiro de 2026, a ONU acusou Israel de intensificar a discriminação e a segregação contra os palestinos na Cisjordânia. O chefe do escritório de direitos humanos da ONU, Volker Türk, declarou que os direitos dos palestinos estão sendo sistematicamente asfixiados, afetando o acesso a água, educação e saúde, entre outros aspectos da vida cotidiana. A ONU pediu que Israel encerrasse seu ‘sistema de apartheid’ que perpetua essa discriminação.

O relatório da ONU aponta que as autoridades israelenses aplicam dois sistemas jurídicos distintos, resultando em tratamento desigual entre colonos israelenses e palestinos. Além disso, destaca que os palestinos enfrentam confiscos em massa de terras e julgamentos em tribunais militares que violam seus direitos. Essa situação foi agravada pela violência dos colonos, com a aparente conivência das forças de segurança israelenses, aumentando a tensão na região.

Desde o início da guerra em Gaza, a situação na Cisjordânia se deteriorou ainda mais, com um número alarmante de palestinos mortos por forças israelenses. O relatório sugere que as práticas discriminatórias têm a intenção de se tornar permanentes, destacando a necessidade urgente de uma resposta internacional para proteger os direitos humanos na região. O crescimento dos assentamentos e a impunidade em relação à violência contra palestinos são questões que exigem atenção global.

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