Nesta quarta-feira (7), a Arábia Saudita, à frente de uma coalizão militar, lançou uma série de bombardeios na província de Al Dhale, no Iêmen, visando o líder separatista Aidaros Alzubidi. O ataque foi desencadeado pela ausência de Alzubidi nas negociações em Riade, onde deveria ter comparecido após um ultimato de 48 horas. A coalizão acusou-o de mobilizar forças significativas em sua província natal, o que levou à sua destituição do conselho presidencial do país.
O contexto do conflito no Iêmen é marcado por divisões entre grupos apoiados por diversas potências regionais, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Nos últimos dias, a coalizão recuperou território, intensificando sua ofensiva contra o Conselho de Transição do Sul (CTS), liderado por Alzubidi. Fontes locais relataram mais de 15 ataques aéreos em Al Dhale, resultando em pelo menos quatro mortes e agravando a situação humanitária já crítica na região.
As implicações deste ataque indicam um agravamento do conflito no Iêmen, que já é considerado um dos mais complexos do mundo. Com a destituição de Alzubidi, surgem novas tensões entre as facções rivais dentro do governo iemenita, que são apoiadas por diferentes potências do Golfo. A continuidade dos confrontos pode levar a um aumento significativo no número de vítimas e a uma instabilidade prolongada no país.

