Cientistas descobriram restos mortais que podem pertencer ao ancestral mais próximo dos humanos modernos em uma caverna no Marrocos. Os fósseis, que datam de 773 mil anos atrás, foram encontrados na Caverna dos Hominídeos e incluem mandíbulas parciais e dentes. A pesquisa, coordenada por especialistas de instituições na França e no Marrocos, foi publicada na revista Nature.
A pesquisa revela que a descoberta reforça a teoria da ancestralidade africana do Homo sapiens, contradizendo a ideia de uma origem europeia. As características morfológicas dos fósseis indicam uma forma evoluída do Homo erectus, com traços tanto arcaicos quanto mais modernos. O estudo destaca a importância dessa descoberta em um período da pré-história com escassas evidências fósseis, ajudando a elucidar a divergência entre as linhagens de hominídeos.
Os pesquisadores observam que, apesar de os restos não serem necessariamente do último ancestral comum dos humanos modernos, são extremamente próximos. A análise sugere que a ancestralidade do Homo sapiens é mais complexa do que se pensava anteriormente, e futuras investigações podem trazer novas luzes sobre a evolução humana. Este achado pode ter implicações significativas para a compreensão de como os humanos modernos se desenvolveram e se espalharam pelo planeta.

