Trump considera comprar a Groenlândia, mas Dinamarca rejeita proposta

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Na última quarta-feira, 7 de janeiro, a Casa Branca revelou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está analisando a possibilidade de adquirir a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que o governo discute a proposta ativamente e não descarta o uso de força militar para garantir a segurança nacional americana na região do Ártico. A Dinamarca, por sua vez, já manifestou sua rejeição a essa ideia, reiterando que a Groenlândia pertence ao seu povo.

O interesse dos EUA em adquirir a Groenlândia está ligado a preocupações com a crescente presença russa e chinesa no Ártico. A Casa Branca enfatizou que a diplomacia é a primeira opção de Trump, mas deixou claro que todas as alternativas estão sendo consideradas. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, expressou que qualquer ato de agressão contra um membro da Otan teria sérias repercussões para a aliança, alarmando líderes europeus sobre a postura militarista do presidente americano.

Com a insistência de Trump em controlar o território, a situação levanta questões sobre a soberania da Groenlândia e as relações diplomáticas entre os EUA e seus aliados. A União Europeia também se posicionou em apoio à Dinamarca, afirmando que não aceitará violações do direito internacional. A Groenlândia, que possui uma população de aproximadamente 57 mil habitantes, já demonstrou que a maioria de seus cidadãos prefere a independência em relação à Dinamarca, complicando ainda mais as intenções americanas.

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