O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou, em 7 de janeiro de 2026, uma representação na Procuradoria-Geral da República solicitando a investigação do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU). A solicitação se baseia em suspeitas de abuso de autoridade no contexto do Banco Master, instituição financeira que está sob investigação por fraudes. Vieira também pede a suspensão imediata das determinações do TCU que afetam o processo de liquidação do banco.
O ministro do TCU havia emitido um despacho questionando a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master, alegando que o procedimento poderia ter sido precipitado. Em sua decisão, ele determinou uma inspeção dos auditores do TCU para avaliar a legalidade da ação do Banco Central e sugeriu a possibilidade de imposição de cautelares para evitar a venda de ativos do banco. Vieira argumenta que essa fiscalização é inconstitucional e que o Banco Central tem a competência exclusiva para tal decisão, citando a inviabilidade econômico-financeira e os riscos ao sistema financeiro como justificativas para a liquidação.
As ações de Jhonatan de Jesus geraram reações tanto no mercado financeiro quanto dentro do próprio tribunal, com críticas de que sua postura poderia minar a atuação do Banco Central. O TCU possui a responsabilidade de verificar a legalidade dos atos do Banco Central, mas não pode intervir diretamente nas suas decisões regulatórias. A situação continua a se desdobrar enquanto o Banco Central apresenta um recurso contestando a fiscalização imposta pelo TCU, e as implicações desse conflito de competências permanecem incertas.

