Após um incidente no último domingo, 4, que resultou no vazamento de 15.000 litros de fluido industrial, ONGs como Greenpeace e WWF recorreram à Justiça Federal no Amapá. Elas buscam a suspensão das atividades de perfuração da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, alegando que o evento evidencia riscos concretos ao meio ambiente e à população local.
O Ministério Público Federal (MPF) deu um prazo de 48 horas para que a Petrobras e o Ibama apresentem esclarecimentos sobre o vazamento. Segundo o Ibama, as operações da estatal estão suspensas e o incidente está sob investigação, enquanto a Petrobras argumenta que o fluido é biodegradável e dentro dos limites de toxicidade permitidos.
A disputa por licenças de perfuração na região é intensa, com o Ibama tendo barrado anteriormente os pedidos da Petrobras devido a preocupações com possíveis desastres ecológicos. Com a pressão de autoridades, a estatal obteve a licença em outubro de 2025, mas a situação atual levanta questionamentos sobre a segurança das operações e as implicações para o meio ambiente e comunidades afetadas.

