Petro e Trump planejam ações contra ELN na Colômbia

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, e seu homólogo americano, Donald Trump, firmaram um acordo para realizar ações conjuntas contra o grupo guerrilheiro ELN, que opera nas proximidades da fronteira com a Venezuela. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, em 8 de janeiro de 2026, após um telefonema entre os líderes, que buscou reduzir as tensões exacerbadas por bombardeios americanos em Caracas e a captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro.

Durante a conversa, Petro aceitou o convite de Trump para se reunir em Washington e solicitou apoio para intensificar as ações contra o ELN, que tem se tornado um desafio constante ao governo colombiano, realizando ataques e sequestros. O ELN, que havia declarado uma ‘greve armada’ em resposta às ameaças de intervenção, utiliza a fronteira porosa de 2.200 quilômetros entre Colômbia e Venezuela para se refugiar e reforçar suas atividades ilícitas.

As negociações de paz entre o governo colombiano e o ELN estão suspensas desde o ano passado, após uma ofensiva que resultou em centenas de mortes e deslocamentos em Catatumbo. Com a nova colaboração entre Colômbia e Estados Unidos, espera-se que as operações contra o ELN sejam intensificadas, buscando um controle mais eficaz na região e uma resposta contundente à violência persistente dos guerrilheiros.

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