Em novembro, a produção industrial brasileira registrou uma variação nula, após uma leve alta em outubro. O setor extrativo, especialmente petróleo e gás, enfrentou uma queda de 2,6%, enquanto a indústria farmacêutica teve um crescimento expressivo de quase 10%. Especialistas atribuem essa dinâmica à pressão contínua das altas taxas de juros e das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos industriais.
A retração na produção extrativa foi influenciada pela diminuição da extração de óleos brutos e gás natural, além do impacto de uma operação que resultou no fechamento de uma refinaria no Rio de Janeiro. Em contraste, a indústria farmacêutica, que havia enfrentado dificuldades nos meses anteriores, mostrou recuperação. Apesar das altas e baixas, a estabilidade da produção industrial foi vista como um resultado de estímulos à demanda que impedem um retrocesso maior.
Para o futuro, economistas projetam que o setor industrial permanecerá estável, com um aumento modesto na produção esperada para 2026. A elevada taxa de juros e a incerteza política ainda pesam sobre as decisões de investimento, mas a recuperação parcial na indústria farmacêutica pode indicar um possível fortalecimento. O cenário econômico continua a ser monitorado, com expectativas de que o crescimento do PIB se mantenha próximo a 2,2% em 2025.

