O JPMorgan divulgou uma análise indicando que a estratégia de dividendos do Bradesco prejudica seu retorno financeiro. Caso a instituição tivesse reinvestido os R$ 36 bilhões em dividendos pagos entre 2021 e 2024, seu patrimônio tangível poderia ser, atualmente, superior a R$ 88 bilhões. Esse valor representa um aumento potencial de 2,5 vezes em relação ao patrimônio atual de cerca de R$ 34 bilhões.
Os analistas do JPMorgan destacam que essa capitalização poderia gerar um lucro líquido próximo de R$ 30 bilhões para 2025, comparado à projeção atual de R$ 24,6 bilhões. Além disso, o banco poderia elevar seu índice de capital principal (CET1) para 15,1% e melhorar sua margem financeira com a utilização acelerada de ativos fiscais diferidos (DTA). Apesar dos desafios, essa estratégia é vista como essencial para garantir um crescimento sustentável.
Por fim, o relatório do JPMorgan sugere que a capitalização dos dividendos poderia iniciar um ciclo virtuoso de receitas e ativos. Embora a execução dessa estratégia enfrente desafios, como a comunicação com os investidores, os analistas acreditam que os benefícios fiscais e o aumento do patrimônio tangível justificam a mudança. A recomendação do banco continua neutra, com um preço-alvo de R$ 19 para as ações do Bradesco.

