Um evento realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira (8), celebrou os três anos dos ataques de 8 de janeiro, mas também evidenciou as crescentes tensões entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional. O ato, que pretendia ser uma demonstração de apoio à democracia, foi ofuscado pelo veto integral ao projeto de lei da dosimetria das penas, uma decisão que trouxe à tona o distanciamento entre os Poderes.
A ausência dos presidentes da Câmara e do Senado, bem como de ex-presidentes das Casas, reforçou a percepção de um clima de desconfiança no Legislativo. A decisão do governo de vetar um projeto que já havia sido aprovado com ampla maioria no Parlamento complica as relações políticas logo no início do ano legislativo. Parlamentares já preveem que esse veto poderá gerar uma mobilização no Congresso para tentar derrubá-lo, elevando ainda mais a tensão entre o Executivo e o Legislativo.
Esse episódio, além de ser um reflexo das dificuldades de coordenação política enfrentadas por Lula, também se soma a outros atritos recentes, como a indicação de um novo ministro ao Supremo Tribunal Federal, que não agradou a parte dos senadores. No contexto atual, a situação exige uma reavaliação das estratégias do governo para garantir a governabilidade e a estabilidade política no início de 2026.

