TCU suspende inspeção no Banco Central e leva caso ao plenário

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu, em 8 de janeiro de 2026, a inspeção in loco no Banco Central. Essa inspeção foi inicialmente determinada por ele em decorrência de uma investigação sobre a liquidação do Banco Master. A decisão agora será revista pelo plenário da corte de contas, o que marca um desvio do procedimento usual de análise individual.

A suspensão atende a um pedido do Banco Central, que argumentou que a ordem do ministro não poderia ser realizada de forma monocrática. O BC apresentou um recurso ao TCU, solicitando que a inspeção fosse submetida à avaliação do colegiado. O relator do caso, Jhonatan de Jesus, reconheceu que a questão ganhou uma dimensão pública que justifica a revisão pelo plenário, a fim de evitar instabilidades institucionais.

O despacho do ministro enfatiza que a inspeção tinha como objetivo apenas obter documentos que estavam sob sigilo, essenciais para a apuração. A necessidade de uma análise colegiada se torna ainda mais relevante diante da repercussão do caso, que envolveu questões significativas sobre o controle externo do Banco Central. A decisão do TCU pode estabelecer precedentes sobre a atuação da corte em casos semelhantes no futuro.

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