A Justiça do Rio de Janeiro decretou, no dia 7 de janeiro de 2026, uma nova prisão preventiva contra João Ricardo Mendes, ex-CEO da Hurb. A decisão foi tomada após o empresário ser flagrado tentando embarcar em um voo em Jericoacoara, no Ceará, com um documento falsificado e com a tornozeleira eletrônica desligada. O juiz André Felipe Veras de Oliveira acatou o pedido do Ministério Público, que alegou que a situação representa um risco à ordem pública.
A defesa de Mendes argumenta que ele não descumpriu as regras, pois sua viagem ao Ceará não ultrapassou o período de 30 dias autorizado. No entanto, o juiz se baseou em um relatório que apontava reiteradas violações de monitoramento por parte do empresário, além de não apresentação de documentos médicos exigidos. O contexto se complica ainda mais, considerando a detenção anterior de Mendes por furto de obras de arte de um hotel de luxo no Rio de Janeiro em 2025.
Com a nova ordem de prisão, a defesa de Mendes considera a decisão como injusta e pretende recorrer, enfatizando que o empresário já enfrentou sanções severas em decorrência de sua atuação na Hurb, que encerrou suas atividades no Brasil após uma crise significativa. O desdobramento deste caso pode impactar não apenas a imagem pública de Mendes, mas também a percepção sobre a responsabilidade dos executivos em situações de crise empresarial.

