Na manhã de 3 de janeiro de 2026, forças militares dos Estados Unidos realizaram uma operação que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Este evento marca um novo capítulo nas intervenções americanas na América Latina, que se estendem por mais de dois séculos, com um histórico de ações controversas, especialmente durante a Guerra Fria.
O ataque à Venezuela é visto como uma violação do direito internacional por muitos especialistas e quebra um longo período de inação em termos de intervenções militares na região. O contexto histórico revela que os EUA já tentaram derrubar diversos governos latino-americanos, incluindo intervenções em Guatemala, Chile e Cuba, sob a justificativa de defender a segurança nacional. Essa abordagem, no entanto, frequentemente resultou em crises políticas e sociais nos países-alvo.
As implicações desta operação podem ser profundas, não apenas para a Venezuela, mas para toda a América Latina, uma vez que reavivam os debates sobre a soberania e a influência externa na região. A captura de Maduro pode intensificar as tensões entre os EUA e seus opositores, além de provocar reações adversas em governos da América Latina que buscam manter autonomia em suas políticas internas.

