Nesta quinta-feira (8), o Exército sírio intensificou os bombardeios nos bairros curdos da cidade de Aleppo, alertando previamente os civis para que deixassem a região. Os combates, que tiveram início na terça-feira, já resultaram em pelo menos 17 mortes, tornando-se os mais violentos entre as forças do governo e as curdas até o momento. A escalada da violência ocorre em um contexto de tensões políticas e militares no nordeste da Síria.
Os confrontos refletem as dificuldades para implementar um acordo assinado em março, que previa a integração das Forças Democráticas Sírias (FDS) ao governo sírio até o final do ano. As FDS, que controlam áreas ricas em recursos naturais e receberam apoio dos Estados Unidos e de Israel na luta contra o Estado Islâmico, agora enfrentam um cenário de crescente hostilidade. Além disso, milhares de civis foram deslocados, e a vida nas áreas afetadas está paralisada, com escolas e lojas fechadas.
O líder das FDS, Mazlum Abdi, expressou preocupações de que a violência prejudique as negociações com o governo em Damasco. Ele destacou que os ataques e o deslocamento de civis desarmados dificultam a busca por um entendimento pacífico. Assim, a situação em Aleppo não apenas intensifica a crise humanitária, mas também ameaça o futuro das conversas de paz na região.

