Nesta quinta-feira, 8, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, lembrou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília. Em sua declaração, Fachin enfatizou a importância de preservar a memória desses eventos para evitar que o tempo faça com que a sociedade perca a sensibilidade em relação a tais acontecimentos, reforçando a necessidade de se lembrar do malfeito e de quem se levantou contra ele.
Fachin também defendeu a atuação de Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, que liderou os inquéritos e ações penais resultantes dos atos golpistas. Segundo o presidente do STF, Moraes esteve presente onde era necessário, demonstrando comprometimento com a defesa da Constituição, e não deve ser confundido com jactância. Essa defesa ocorreu em um momento em que Moraes enfrentava críticas, principalmente de setores de direita que questionavam sua competência e o foro dos processos.
O presidente do STF alertou que a defesa da memória do 8 de Janeiro é fundamental para que a sociedade não se esqueça dos erros do passado e para que não se permita que ações semelhantes se repitam. O discurso de Fachin reforça a necessidade de proteger as instituições democráticas e de manter viva a lembrança dos desafios enfrentados em sua defesa, em um contexto onde a crítica à atuação judicial continua a ser um tema polarizador no país.

