Nesta quinta-feira, 8 de janeiro, o presidente francês Emmanuel Macron comunicou em suas redes sociais que votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Ele declarou que a França apoia o comércio internacional, mas considera o acordo desatualizado e negociado com base em termos obsoletos desde 1999, o que limitariam os benefícios econômicos para o crescimento francês e europeu.
A oposição da França ao acordo não é nova, refletindo a pressão significativa exercida por agricultores locais que temem a concorrência com os produtos sul-americanos. Macron levará sua posição à reunião do Conselho da União Europeia marcada para esta sexta-feira, 9 de janeiro, em Bruxelas. Outros países, como Irlanda, Polônia e Hungria, também se opõem ao acordo, enquanto Alemanha e Espanha são favoráveis, e a Itália ainda está em processo de decisão.
A assinatura do acordo, que poderia ocorrer na próxima semana, enfrenta um cenário de divisões entre os membros da União Europeia. A resistência da França e de outros países pode atrasar ou até inviabilizar a implementação do acordo, gerando um impacto significativo nas relações comerciais entre a Europa e a América do Sul. A situação continua a evoluir, à medida que as reuniões e negociações avançam.

