A Rússia reiterou, em 8 de janeiro de 2026, sua oposição à presença de forças militares estrangeiras na Ucrânia, alertando que esses soldados seriam considerados ‘alvos legítimos’. O comunicado ocorreu após os anúncios da França e do Reino Unido sobre o envio de tropas para o território ucraniano, com o intuito de prevenir uma nova invasão russa, caso um acordo de paz seja firmado.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, enfatizou que a presença de unidades militares ocidentais será vista como uma intervenção estrangeira. A declaração é uma resposta direta a um compromisso firmado entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, de enviar uma força multinacional para garantir a segurança da Ucrânia.
Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, continua a pressionar os aliados por garantias de segurança robustas para qualquer acordo de paz, evidenciando a complexidade das negociações. O alerta da Rússia destaca a tensão persistente entre os blocos, especialmente em um momento em que os ataques a infraestrutura ucraniana se intensificam, evidenciando os desafios para um cessar-fogo duradouro.

