A Internet foi cortada em todo o Irã nesta quinta-feira, 8 de janeiro, no 12º dia de um movimento de protestos que desafia o regime. A ONG Netblocks confirmou a medida, que ocorre em meio a um aumento da repressão contra manifestantes que se opõem ao governo. Os protestos começaram em 28 de dezembro, motivados por aumentos de preços e a desvalorização da moeda nacional.
Desde o início, os atos se espalharam por 25 das 31 províncias do país, resultando em dezenas de vítimas, incluindo membros das forças de segurança. Os manifestantes, que entoam slogans desafiadores, pedem mudanças políticas e sociais, refletindo um descontentamento profundo com a liderança atual. O presidente Masud Pezeshkian pediu moderação, mas a resposta do governo tem sido a repressão severa.
As manifestações, que se tornaram as maiores desde os protestos de 2022, quando Mahsa Amini morreu sob custódia, têm levantado questões sobre os direitos humanos no Irã. A situação continua a se agravar, com relatos de mortes e detenções em massa. O futuro dos protestos e a resposta do governo permanecem incertos, enquanto a comunidade internacional observa atentamente.

